Papa chega para celebrar a Santa Missa na Praça do Cristo Redentor - AP 09/07/2015 17:18 PARTILHA: Santa Cruz dela Sierra (RV)– No...

Papa afirmou: Viver segundo

Papa com 2 milhões de fiéis na Bolícia.

Papa com 2 milhões de fiéis na Bolícia.

Papa chega para celebrar a Santa Missa na Praça do Cristo Redentor - AP

09/07/2015 17:18 PARTILHA:        

Santa Cruz dela Sierra (RV) – No primeiro compromisso desta quinta-feira (09/07) na Bolívia, o Papa Francisco encontrou os fieis na grande Praça do Cristo Redentor. Um espaço que pode acolher cerca de 2 milhões de pessoas e onde se encontra uma gigantesca estátua em bronze do Cristo Redentor de Santa Cruz, criada por Emilio Luján há mais de 50 anos. Símbolo da cidade, em 2013 a obra foi declarada Patrimônio do Estado.

A celebração eucarística presidida pelo Pontífice no local abriu o V Congresso Eucarístico Nacional. As orações da celebração foram feitas em espanhol e nas línguas indígenas guarani, quéchua e aimará.

Homilia

Na homilia, Papa Francisco começou reconhecendo o esforço dos fieis em participar da missa para ouvir a Palavra, como descrevia o Evangelho, “para celebrar a presença viva de Deus” e para “estarmos juntos como Povo Santo”. Muitas vezes “experimentando o cansaço do caminho”, pois “não são poucas as vezes que nos faltam as forças para manter viva a esperança”.

"Me comovo quando vejo muitas mães, como vocês fazem aqui, carregando seus filhos nas costas. Carregando sobre si a vida, o futuro do seu povo. Carregando os motivos da sua alegria, as suas esperanças. Carregando a bênção da terra nos frutos. Carregando o trabalho feito com as suas mãos. Mãos, que moldaram o presente e tecerão os sonhos do amanhã. Mas carregando também sobre os seus ombros decepções, tristezas e amarguras, a injustiça que parece não ter fim e as cicatrizes de uma justiça não realizada. Carregando sobre si mesmas a alegria e a dor de uma terra. Carregais sobre vós a memória do vosso povo. Porque os povos têm memória, uma memória que passa de geração em geração, os povos têm uma memória em caminho."

Lógicas de Comunhão

Papa Francisco fez referência aos ‘corações desesperados’, onde “é muito fácil ganhar espaço a lógica que pretende se impor no mundo de hoje. Uma lógica que procura transformar tudo em objeto de troca, de consumo, tudo negociável”.

"Jesus continua a nos dizer nesta praça: Sim, basta de descartes; dai-lhes vós mesmos de comer. O olhar de Jesus não aceita uma lógica, uma perspectiva que sempre ‘corta o fio’ pelo ponto mais frágil, mais necessitado. Tomando ‘o pedaço’, Ele mesmo nos dá o exemplo, nos mostra o caminho. Uma atitude em três palavras: toma um pouco de pão e alguns peixes, bendiz a Deus por eles, divide-os e entrega para que os discípulos os partilhem com os outros. Esse é o caminho do milagre. Por certo, não é magia nem idolatria. Por meio dessas três ações, Jesus consegue transformar a lógica do descarte numa lógica de comunhão, de comunidade."

'Tomar'

E, assim, Francisco destacou cada uma das lógicas de comunhão. A primeira de ‘tomar’, de levar a sério a vida dos irmãos, considerando e valorizando eles.

"Fixa-os nos olhos e, nesses, conhece a sua vida, os seus sentimentos. Vê, naquele olhar, o que pulsa e o que deixou de pulsar na memória e no coração do seu povo. Considera-o e valoriza-o. Valoriza todo o bem que possam oferecer, todo o bem a partir do qual se possa construir."

'Bendizer'

A segunda lógica de comunhão: a de ‘bendizer’ os dons que são presentes de Deus.

"Aquele ato de bendizer tem essa dupla perspectiva: por um lado, agradecer, e, por outro, transformar. É reconhecer que a vida é sempre um dom, um presente que, colocado nas mãos de Deus, adquire uma força de multiplicação. O nosso Pai não nos tira nada, multiplica tudo."

'Entregar'

A última ação de transformação citada pelo Papa é o do ‘entregar’, já que viver “juntos o seguimento de Jesus”, “nos dá a certeza de que aquilo que temos e somos, se tomado, abençoado e se é entregue, pelo poder de Deus, pelo poder do seu amor, se transforma em pão de vida para os outros”.

"Em Jesus, não existe um tomar que não seja uma bênção, nem uma bênção que não seja entrega. A bênção é sempre missão, tem um destino: repartir, partilhar o que se recebeu, uma vez que só na entrega, no com-partilhar é que as pessoas encontram a fonte da alegria e a experiência da salvação."

 


 

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